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Na indústria de pré-moldados, qualidade não é resultado do acaso. Ela depende de uma sequência de decisões técnicas, controle de processos e acompanhamento de variáveis que influenciam diretamente o desempenho das peças.
Entre esses fatores está a temperatura do concreto durante o processo de endurecimento. Na Vigas Engenharia em Pré-Moldados, o monitoramento dessa variável passou a fazer parte da rotina de produção por meio da calorimetria do concreto, uma técnica que permite acompanhar a evolução da temperatura no interior das peças e relacioná-la ao desenvolvimento da resistência.
Durante a hidratação do cimento, ocorre uma reação química que libera calor. A intensidade e a evolução dessa temperatura fornecem informações importantes sobre o processo de endurecimento do concreto. A partir desse acompanhamento, a equipe de engenharia consegue obter dados que ajudam a determinar quando a peça atingiu condições adequadas para determinadas etapas da produção.
Mais segurança para o saque
O saque, momento em que a peça pré-moldada é retirada da forma, exige atenção especial. A estrutura precisa apresentar resistência suficiente para suportar as movimentações sem comprometer sua integridade.
Tradicionalmente, o controle da resistência pode envolver a ruptura de corpos de prova em laboratório. Com o acompanhamento da temperatura, é possível obter informações adicionais sobre o desenvolvimento da resistência da própria peça, contribuindo para uma tomada de decisão mais precisa.
“Assim, conseguimos prever a resistência interna das peças sem romper corpos de prova. Isso nos dá segurança para o saque e garante um produto final de excelente qualidade”, explica o sócio-diretor da Vigas, Márcio Goerck.
A tecnologia, portanto, não substitui o controle tecnológico do concreto, mas amplia as informações disponíveis para a equipe responsável pela produção. Quanto maior o conhecimento sobre o comportamento do material, mais precisas podem ser as decisões tomadas ao longo do processo.
Engenharia aplicada à produção
A implementação da calorimetria na Vigas é resultado de um trabalho desenvolvido pela equipe de engenharia, que pesquisou a tecnologia, avaliou sua aplicação e incorporou o método à rotina da fábrica.
A iniciativa faz parte de uma busca contínua por processos capazes de aumentar o controle sobre a produção, reduzir incertezas e contribuir para o aproveitamento mais eficiente dos recursos. “Na prática, acompanhar a temperatura do concreto significa transformar uma informação que poderia passar despercebida em um dado utilizado pela engenharia para orientar decisões. Em uma indústria em que cada peça precisa atender a requisitos específicos de resistência e desempenho, esse nível de controle faz diferença”, reforça o empresário.
Na Vigas, tecnologia e conhecimento caminham juntos para transformar dados do processo em decisões mais seguras – porque a qualidade de uma estrutura começa muito antes de ela chegar ao canteiro de obras.