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O dimensionamento de uma estrutura precisa considerar as ações do vento e a forma como essas forças são transmitidas pela edificação até as fundações
Quando uma estrutura é projetada, o peso próprio da edificação é apenas uma das variáveis que precisam ser consideradas. A engenharia também precisa avaliar as diferentes ações que podem atuar sobre a construção ao longo de sua vida útil, entre elas, a ação do vento.
Em determinadas condições, rajadas podem exercer esforços significativos sobre coberturas, fachadas e elementos estruturais. Por isso, uma edificação não deve ser dimensionada apenas para suportar aquilo que é percebido visualmente. O projeto precisa considerar como as forças atuam e como são distribuídas por toda a estrutura.
Vento gera esforços na estrutura
Quando o vento atinge uma edificação, ele exerce pressões e sucções sobre suas superfícies. A intensidade desses esforços depende de diferentes fatores, como as características do local, a velocidade do vento, a altura e a geometria da construção e as condições de exposição. Essas ações precisam ser consideradas no dimensionamento dos elementos estruturais e das ligações que integram o sistema.
Em uma estrutura pré-moldada, por exemplo, não basta avaliar individualmente pilares, vigas ou placas. É necessário compreender o comportamento do conjunto e o caminho percorrido pelos esforços até que sejam transmitidos ao solo. Isso inclui a análise das ligações entre os elementos, da estabilidade global da estrutura e das fundações.
Importância das fundações
As fundações têm papel fundamental nesse sistema porque são responsáveis por transmitir ao solo os esforços provenientes da estrutura.
Quando as condições de vento são consideradas no projeto, as fundações também precisam ser dimensionadas para responder aos esforços previstos. Dependendo das características da obra e do terreno, isso pode envolver diferentes soluções e dimensões de elementos de fundação.
Por isso, o comportamento de uma edificação diante do vento não é determinado por um único componente. É resultado da interação entre diferentes elementos estruturais e das características do terreno.
Engenharia não trabalha com improviso
A segurança estrutural começa no projeto. O dimensionamento precisa considerar as ações previstas para a edificação e seguir os critérios técnicos aplicáveis a cada tipo de construção.
Na Vigas, conforme o sócio-diretor, Márcio Goerck, esse trabalho envolve análise, dimensionamento e definição das soluções estruturais de acordo com as características de cada empreendimento.
A experiência da equipe também contribui para compreender as particularidades de diferentes projetos e transformar requisitos técnicos em soluções executáveis na fábrica e no canteiro. “Porque, quando se trata da ação do vento, não existe espaço para improviso. Existe cálculo, planejamento e engenharia para antecipar os esforços que a estrutura poderá enfrentar”, salienta o empresário.
E é justamente esse cuidado com aquilo que não está visível que contribui para entregar estruturas preparadas para as condições para as quais foram projetadas.